Pólipos de intestino grosso e seus riscos

Pólipos de intestino grosso e seus riscos

Os pólipos intestinais são lesões protuberantes que surgem na mucosa (revestimento interno) do intestino.  A maior preocupação no que se refere à presença do pólipo é a capacidade que alguns subtipos têm de evoluir para o câncer de intestino grosso. Como em geral os pólipos de intestino grosso são assintomáticos, apesar de poderem causar sangramento, e quando grandes, até mesmo a obstrução intestinal, a pesquisa através de métodos preventivos se faz necessária. De maneira geral, algumas informações são muito importantes para que a presença destes pólipos não cause pânico ou grande temor em algumas pessoas e familiares: (1) os pólipos são comuns, e estão presentes em 30 a 50% dos adultos; (2) nem todos os tipos de pólipo têm a capacidade de desenvolver o câncer de intestino; (3) são necessários alguns anos para que o pólipo se transforme em um tumor maligno, já que o mesmo é um tumor benigno; e (4) a maioria dos pólipos podem ser retirados completamente e com segurança através de endoscopias do intestino grosso (colonoscopia). O acompanhamento médico das pessoas que apresentaram pólipos dependerá do número, tamanho, localização e tipo das lesões.

Os pólipos são comuns em ambos os sexos, em todas as raças, e tem preferência por pessoas que vivem em centros industrializados, o que mostra uma clara associação entre o estilo de vida e dieta com o desenvolvimento dos pólipos. Em relaçao ao estilo de vida, os pólipos são mais comuns em obesos, pessoas com dietas ricas em carne vermelha e gorduras, dietas pobres em fibras e em fumantes. A idade também é um fator importante para o surgimento dos pólipos, visto que mais de 90% dos tumores de intestino acontecem após os 50 anos (idade em que se inicia a pesquisa de pólipos e tumores). Além disso, vale a pena ressaltar que os pólipos demoram em média 10 anos para se tornarem tumores malignos. Outros fatores de risco são a história familiar e a genética, por isso deve ser dada atenção para a presença de pólipos de intestino e câncer em parentes próximos, principalmente jovens, e quando mais de 2 membros da mesma família foram acometidos (independentemente da idade). Como regra geral, a pesquisa de pólipos se inicia mais cedo em pessoas com história familiar de pólipos ou tumor maligno de intestino.

Os tipos de pólipos de intestino são o inflamatório, o hamartoma, o hiperplásico e o adenoma, sendo os dois últimos os mais comuns. Os pólipos hiperplásicos são geralmente pequenos e localizados na porção mais distal do intestino e reto. Os pólipos hiperplásicos não têm potencial de se tornarem tumores malignos. Os adenomas são os pólipos mais comuns, tem uma clara relação com a idade, e representam dois terços dos pólipos intestinais, e são muito importantes pela sua capacidade de malignização tumoral. Os pólipos adenomatosos são classificados em tubulares, os túbulo-vilosos e os vilosos, sendo que a agressividade aumenta nesta ordem. Apesar de aproximadamente quase todos os tumores de intestino surgirem a partir dos adenomas, apenas 1em 20 destes tipos de pólipos viram um câncer.

Desta forma, o diagnóstico e a  retirada dos pólipos adenomatosos (adenomas) através da colonoscopia preventiva são as melhores condutas para se minimizar o risco de câncer de intestino. É sabido e provado que esta conduta médica foi responsável pela diminuição do câncer intestinal nos Países que adotaram a colonoscopia como forma de check-up. Por isso, procure um Proctologista e discuta a melhor maneira de se prevenir do câncer de intestino grosso, tendo ou não histórico familiar da doença.

Postado por:

Dr. Fernando Valério