18 jan 20
Doença Celíaca: é preciso fazer o diagnóstico!

Esta foto é a imagem da noite de Ano Novo em uma praia do nosso litoral, e que recebeu 1 milhão de pessoas!
As minhas questões são: quantos ali SÃO celíacos? Quantos SABEM que são celíacos?
A doença celíaca é uma alteração que ocorre em pessoas geneticamente predispostas, com características autoimunes e sistêmicas, sendo desencadeada por uma proteína chamada glúten. E é uma doença que ACOMETE 1% da população, mas infelizmente SOMENTE 15% dos celíacos estão diagnosticados.
Ou seja, se temos 1 milhão de pessoas nesta praia, podemos supor que aproximadamente 10.000 pessoas que estão comemorando e celebrando esta festa podem ser celíacos. Só que, infelizmente, no mínimo 8.500 podem não saber disto.
E quais as consequências desta desinformação? Esta é uma doença que causa sintomas digestivos, nutricionais, inúmeras doenças autoimunes e alterações sistêmicas. Estabelecer um diagnóstico traz uma melhora incrível na qualidade de vida, evita uma série de sintomas limitantes e o desenvolvimento de outras doenças autoimunes e câncer.
Para que estes níveis precários de diagnóstico aumentem é preciso que os mais diversos médicos especialistas se lembrem que a doença celíaca tem manifestações digestivas, neurológicas, dermatológicas, ósseas, ginecológicas, hematológicas, cardiológicas e reumatológicas. Ter um alto índice de suspeita é fundamental para que mais diagnósticos sejam estabelecidos.
Mas há um grupo de pessoas que deveria ser sempre o nosso foco: os FAMILIARES de celíacos. Por medo do diagnóstico ou de terem que mudar a sua rotina alimentar, muitos destes familiares não buscam ou se negam a ser avaliados em relação à doença. É preciso haver uma maior conscientização deste grupo de risco para que possamos incrementar os índices de diagnóstico. Este é um caminho óbvio na jornada “diagnosticando celíacos”.
O diagnóstico é realizado através de exames laboratoriais e biópsia intestinal. Mas para que estes exames sejam realmente fidedignos é preciso o glúten esteja sendo ingerido.
Por isso, JAMAIS se retira o glúten da dieta até que o diagnóstico da doença seja estabelecido ou excluído! Esta é uma informação é fundamental e deve ser sempre lembrada!

Dr. Fernando Valério
Gastroenterologista e Nutrólogo
Especialista em Doença Celíaca, intolerâncias e alergias alimentares e doenças gastrointestinais funcionais
Membro da International Society for the Study of Celiac Disease

Esta foto é a imagem da noite de Ano Novo em uma praia do nosso litoral, e que recebeu 1 milhão de pessoas! As minhas questões são: quantos ali SÃO celíacos? Quantos SABEM que são celíacos? A doença celíaca é uma alteração que ocorre em pessoas geneticamente predispostas, com características autoimunes e sistêmicas, sendo desencadeada […]
18 jan 20
Doença celíaca e Doença Inflamatória Intestinal: posso doar sangue?

Esta é uma pergunta frequente, com respostas conflitantes, já que os bancos de sangue se comportam de forma heterogênea a respeito de assunto.
Por isso, entrei em contato com a Dra. Araci Massami Sakashita, hematologista e coordenadora do Banco de Sangue do Hospital Albert Einstein, um dos mais rigorosos e qualificados em nosso País.
Segundo a Portaria 158 (Fevereiro de 2016) do Ministério da Saúde, os portadores de DOENÇA AUTOIMUNE QUE COMPROMETA MAIS DE UM ÓRGÃO estão definitivamente excluídos da possibilidade de doar sangue.
A DOENÇA CELÍACA é uma alteração autoimune que compromete outros órgãos, como tireóide, pâncreas, cérebro, nervos, pele, coração e fígado, por exemplo. O mesmo processo ocorre nas doenças inflamatórias intestinais (DOENÇA DE CROHN e RETOCOLITE ULCERATIVA IDIOPÁTICA), que afetam articulações, olhos, fígado e vias biliares, e pele. Todas estas doenças se enquadram neste grupo citado pela portaria.
Entendo a frustração de pacientes celíacos, com doenças inflamatórias intestinais e outras doenças autoimunes, que mesmo com os sintomas e exames controlados, não podem realizar este ato espontâneo de generosidade. Poder ajudar ao próximo doando sangue é um ato bonito e puro, já que nunca sabemos realmente quem receberá o nosso sangue. Mas existe uma regra chamada “Princípio da Precaução”, que atinge e defende os doadores e receptores de qualquer risco. E é nesta regra que a lei se baseia.
Felizmente há muitas outras maneiras de ajudar a quem precisa e nos pede ajuda, tão nobres quanto doar sangue e que não trazem restrições ou riscos.
O amor sincero não segue apenas um caminho! Basta estar atento ao que está nossa volta e saberemos como e a quem ajudar!

Dr. Fernando Valério
Gastroenterologista e Nutrólogo
Especialista em Doença Celíaca, intolerâncias e alergias alimentares, e doenças gastro-intestinais funcionais.
Membro da International Society for the Study of Celiac Disease

Esta é uma pergunta frequente, com respostas conflitantes, já que os bancos de sangue se comportam de forma heterogênea a respeito de assunto. Por isso, entrei em contato com a Dra. Araci Massami Sakashita, hematologista e coordenadora do Banco de Sangue do Hospital Albert Einstein, um dos mais rigorosos e qualificados em nosso País. Segundo […]
18 jan 20
Refluxo gastroesofágico: por que os remédios não estão me ajudando?

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é “uma condição que se desenvolve quando o conteúdo do estômago reflui para o esôfago causando sintomas e complicações”.
Tradicionalmente, a DRGE é tratada com medicamentos que diminuem a produção de ácido pelo estômago (omeprazol, esomeprazol, lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol), mas em pelo menos 30% DOS CASOS ESTES MEDICAMENTOS NÃO FUNCIONAM! Por quê?
A primeira razão é que estes medicamentos conseguem controlar bem o refluxo ácido, mas NÃO SÃO EFETIVOS quando o REFLUXO é NÃO-ÁCIDO ou levemente ALCALINO. Sabe-se que 28% dos episódios de refluxo são deste tipo. Os exames comuns para o diagnóstico da DRGE (pHmetria) não identificam este refluxo atípico. Na prática, os medicamentos que controlam a acidez são muito efetivos quando o paciente tem o esôfago claramente exposto ao ácido, sente queimação e regurgitação, ou quando há inflamação (esofagite).
Mas há duas CAUSAS FUNCIONAIS interessantes que explicam pacientes sintomáticos que não respondem aos medicamentos tradicionais, e que não apresentam sintomas e alterações típicas do refluxo. São elas:
– REFLUXO HIPERSENSÍVEL: ocorre quando episódios de refluxo fisiológico (sim, nós todos refluímos algumas vezes ao dia!) já são capazes de nos causar sintomas, algo que não deveria ocorrer.
– QUEIMAÇÃO FUNCIONAL: ocorre sem que qualquer estímulo de refluxo seja identificado, seja ele fisiológico ou patológico. Na verdade, neste caso há a presença de sintomas, mas não há um refluxo real. Não há uma causa orgânica ou estrutural que justifique o quadro.
E como estes quadros funcionais se desenvolvem?
– devido a presença de esofagite microscópica, que são lesões esofágicas não aparentes na endoscopia e só visíveis ao microscópio. Esta inflamação compromete a “barreira” esofágica, expondo os receptores sensíveis do esôfago e gerando dor torácica e queimação.
– aumento de sensibilidade dos receptores nervosos do esôfago e central (cérebro). Ou seja, o estímulo começa no esôfago, mas o cérebro também é estimulado. Isto faz com que a área de dor aumente e se irradie a pontos mais distantes, como tórax e abdome.
– fatores psicológicos que aumentam a percepção dos sintomas.
– diminuição da espessura da mucosa esofágica e aumento da sua permeabilidade, tornando o esôfago mais sensível à agressões (tanto do refluxo quanto alimentares).
Portanto, fica aqui o recado! Devemos estar atentos a outros mecanismos causadores de sintomas de refluxo e lembrar que nem sempre o tratamento tradicional (que reduz a acidez do estômago) é eficaz. Em casos atípicos é preciso que se pense além do óbvio.

Dr. Fernando Valério
Gastroenterologista e Nutrólogo

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é “uma condição que se desenvolve quando o conteúdo do estômago reflui para o esôfago causando sintomas e complicações”. Tradicionalmente, a DRGE é tratada com medicamentos que diminuem a produção de ácido pelo estômago (omeprazol, esomeprazol, lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol), mas em pelo menos 30% DOS CASOS ESTES MEDICAMENTOS NÃO […]
10 jan 20
Dr. Fernando Valério – Certificado em Genética e Doença Celíaca

DOENÇA CELÍACA e GENÉTICA: CERTIFICADO!
O American College of Gastroenterology e o American Journal of Gastroenterology compartilham um programa de atualização sobre os mais diversos aspectos da Gastroenterologia e o disponibiliza para seus médicos associados.
Esta atividade consiste no estudo de material científico atualizado e proposto pelo colégio, culminando com testes de avaliação para comprovação de conhecimento de cada tema.
O Dr. Fernado Valério recebeu CERTIFICADO de atualização no estudo da “DOENÇA CELÍACA e SEUS ASPECTOS GENÉTICOS (genes HLAs)” após estudos e avaliação com teste.
Como médico, o Dr Fernando Valério considera  importante comprovar periodicamente que está atualizado sobre os aspectos mais importantes desta doença tão complexa. Isto traz segurança e melhores resultados.
Em relação aos pacientes, é importante saberem que estão sendo assistidos por profissionais atualizados e realmente capacitados. Isto aumenta o nível de confiança, as relações humanas se tornam mais produtivas, e as respostas clínicas são muito melhores.

Dr. Fernando Valério
Especialista em Doença Celíaca (glúten), alergias e intolerâncias alimentares e Doenças Intestinais Funcionais (Síndrome do Intestino Irritável).

DOENÇA CELÍACA e GENÉTICA: CERTIFICADO! O American College of Gastroenterology e o American Journal of Gastroenterology compartilham um programa de atualização sobre os mais diversos aspectos da Gastroenterologia e o disponibiliza para seus médicos associados. Esta atividade consiste no estudo de material científico atualizado e proposto pelo colégio, culminando com testes de avaliação para comprovação […]
06 jan 20
Doença Celíaca: a doença camaleão!

Camaleões são animais reconhecidos por sua capacidade de camuflagem, de se esconderem através da mudança da sua cor e de se misturar ao ambiente. Desta forma, evitam e confundem os seus predadores. Estes animais não têm um padrão único de apresentação, aparecem de várias formas!
A DOENÇA CELÍACA (DC) também apresenta esta falta de padrão, com sintomas e sinais muito amplos e variados. E pior, às vezes estes sintomas simplesmente não existem ou se apresentam na forma de outras doenças! Isto faz com que os médicos, “os predadores”, não a identifiquem com facilidade. Médicos de várias especialidades não enxergam a doença, mas ela está ali, olhando para eles! Esta é umas das razões para que apenas 15% dos pacientes celíacos estejam diagnosticados. O nosso cérebro é treinado para interpretar o que vemos, mas para o diagnóstico da doença celíaca também é preciso estar pronto para o que não vemos!
É importante ressaltar que diagnósticos precoces e uma vida isenta de glúten na dieta favorecem muito a evolução mais tranquila da doença celíaca e com muito menos complicações. Mas o contrário, infelizmente, também é verdadeiro, com doenças e comorbidades se instalando naqueles sem diagnóstico e que não se cuidam. Diagnosticar estes pacientes é um desafio que precisamos enfrentar com mais preparo e dedicação.
No seu início, a doença celíaca foi descrita como uma alteração gastrointestinal, que afetava principalmente as crianças de raça branca, geralmente mal nutridas. Esta era a forma “clássica”! Mas isto mudou muito nas últimas décadas, e hoje a doença é reconhecida como um problema sistêmico e de vários órgãos, podendo estar presente em qualquer idade e grupos étnicos. Sabe-se que o maior número de diagnósticos ocorre entre a terceira e quarta décadas de vida. E que 40% dos pacientes diagnosticados sofrem com o sobrepeso e obesidade. Preconceitos e estigmas não ajudam no diagnóstico desta doença tão complexa. O atípico virou típico!
Apesar de ser uma condição que afeta primariamente o intestino, médicos devem estar atentos que sintomas de má absorção de nutrientes e desnutrição não são a única regra no momento. Os sintomas classicamente descritos incluem diarreia, perda peso e baixa estatura. Mas sintomas não específicos como anorexia, vômitos, dor abdominal, aumento de gases e constipação também podem estar presentes. Quanto às manifestações atípicas, tão comuns hoje, estas incluem uma série de alterações em órgãos extra-intestinais, como anemia, hepatite autoimune, alterações ósseas (osteoporose), sintomas neurológicos, doenças de pele, alterações endócrinas e distúrbios ginecológicos, além das diversas doenças autoimunes e seus sintomas.
A anemia, por exemplo, é a alteração mais comum em adultos assintomáticos, ocorrendo em 10 a 20% dos celíacos adultos. E a enxaqueca, causa tão frequente em consultórios de neurologistas, também é um sintoma frequente. Diabetes tipo 1, sabia que 8 a10% destes pacientes são celíacos? E em quantas clínicas de fertilização o diagnóstico de doença celíaca é lembrado nos casos de infertilidade? E osteoporose em uma moça de 30 anos, isto não deveria chamar a nossa atenção?
Estes são alguns exemplos de “camuflagem” que ocorrem na doença celíaca, e por isso sempre que alguma destas alterações se apresenta e não há uma causa clara que as justifique, pergunte-se se não há um celíaco “camuflado” sentado à sua frente. É preciso estar atento ao que não é óbvio, e este um grande desafio! Pensar nos sintomas clássicos do passado é um grande erro e um atestado de falta de atualização sobre a doença.
O camaleão tem olhos que funcionam de forma independente, e isto faz com que tenham uma visão de 360°. Para se diagnosticar a doença celíaca é preciso estar atento e também ter uma visão ampla, habilidades que são conquistadas com estudo árduo e frequente. Mas lembre-se, ver é diferente de enxergar! Este é o maior segredo!

Dr. Fernando Valério
Gastroenterologista e Nutrólogo
Especialista em Doença Celíaca e glúten, alergias e intolerâncias alimentares, e doenças intestinais funcionais.
Membro da International Society for the Study of Celiac Disease

Camaleões são animais reconhecidos por sua capacidade de camuflagem, de se esconderem através da mudança da sua cor e de se misturar ao ambiente. Desta forma, evitam e confundem os seus predadores. Estes animais não têm um padrão único de apresentação, aparecem de várias formas! A DOENÇA CELÍACA (DC) também apresenta esta falta de padrão, […]
20 set 19
Síndrome do Intestino Irritável e a sua relação com a flora intestinal

A SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL (SII) é a doença gastrointestinal FUNCIONAL mais comum, acometendo de 14 a 20% da população. A SII se caracteriza por DOR ABDOMINAL, aumento de GASES INTESTINAIS, DISTENSÃO abdominal, DIARREIA ou CONSTIPAÇÃO.
Há muitas evidências de que a FLORA INTESTINAL (microbiota) tenha papel importante no desenvolvimento desta doença em algumas pessoas. O nosso intestino tem um ecossistema que precisa viver em equilíbrio constante, e quando isto se rompe ele pode alterar o seu funcionamento normal, nos causando muitos sintomas e comprometendo a nossa QUALIDADE de VIDA.
Conseguimos justificar esta teoria pelos exemplos abaixo:
Primeiro, uma porção significativa de pacientes com a SII começou a apresentar sintomas após um quadro de gastroenterite, que geralmente são causadas por bactérias, vírus ou parasitas. Chamamos este quadro de SII PÓS-INFECCIOSA. Sabe-se que de 7 a 15% dos pacientes com gastroenterite aguda desenvolverão sintomas gastrointestinais crônicos compatíveis com o diagnóstico de SII.
Segundo, estudos sugerem que crianças submetidas a vários tratamento com antibióticos durante a infância têm probabilidade aumentada de desenvolverem a SII em algum momento da vida. Antibióticos costumam resolver as nossas infecções, mas infelizmente comprometem a nossa flora normal. E há ainda o risco de termos o intestino colonizado por microrganismos que nos prejudicam, já que a flora normal que nos protegia foi atacada”. Antibióticos devem ser prescritos com critério!
Terceiro, medidas estratégicas para a melhorar a flora intestinal, como PROBIÓTICOS, ALIMENTAÇÃO e ANTIBIÓTICOS (contra microrganismos patogênicos) oferecem alguns benefícios para pacientes com SII. Isto mostra que quando intervimos na nossa flora de maneira a estimulá-la e preservá-la, conseguimos restabelecer um ambiente sadio no nosso intestino.
PROBIÓTICOS são bactérias, que quando consumidas em quantidades suficientes, podem conferir benefícios de saúde ao seu hospedeiro. Há vários mecanismos de atividade dos probióticos que podem ajudar pessoas com a SII, como a proteção da mucosa intestinal contra bactérias patogênicas, ativando a imunidade intestinal e controlando a permeabilidade intestinal. Mas ainda enfrentamos muitos desafios quanto ao uso dos probióticos na SII e em outras doenças, como a formulação correta destes produtos, a escolha das famílias de bactérias para cada alteração, a dose correta e a manutenção da viabilidade dos microrganismos. Usar probióticos de maneira correta é muito mais complexo do que ir em uma farmácia comprar aquele probiótico que oferece o maior número de bactérias simplesmente. Alguns estudos atuais sugerem que possa haver benefício no uso de probióticos em pacientes com a SII, mas precisamos aguardar mais respostas antes tornarmos o uso de probióticos uma regra.
E a ALIMENTAÇÃO, o quanto ela nos ajuda em relação a nossa flora? Alguns alimentos de cadeia ricos em açúcares de cadeia molecular pequenas, os FODMAPs (mono, di, oligossacarídeos e polióis fermentáveis), têm digestão e absorção difíceis. Substratos não digeridos destes açúcares são fermentados por bactérias do intestino, gerando gases e exercendo efeito sobre a microbiota, permeabilidade intestinal e imunidade intestinal.
Um outro aspecto são os ANTIBIÓTICOS como forma de tratamento da SII. Na verdade, o objetivo destes medicamentos é o de controlar a microbiota através da eliminação de bactérias não desejadas em nossa flora intestinal. Alguns estudos mostram que o uso de antibióticos podem trazer melhora para os pacientes com SII.
Quanto mais entendermos esta comunidade de microrganismos que nos habita, mais chances teremos de intervir sobre ela, prevenir e tratar doenças. A Síndrome do Intestino Irritável é uma destas doenças merecem o todo o foco nesta relação microbiota-hospedeiro.

 

Dr. Fernando Valério
Gastroenterologia e Nutrologia
Especialista em Doença Celíaca e Doenças Intestinais Funcionais

A SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL (SII) é a doença gastrointestinal FUNCIONAL mais comum, acometendo de 14 a 20% da população. A SII se caracteriza por DOR ABDOMINAL, aumento de GASES INTESTINAIS, DISTENSÃO abdominal, DIARREIA ou CONSTIPAÇÃO. Há muitas evidências de que a FLORA INTESTINAL (microbiota) tenha papel importante no desenvolvimento desta doença em algumas pessoas. O nosso […]