A DOENÇA CELÍACA é uma alteração genética, que acomete de 1 a 3% da população. E se ela é uma doença genética, é muito justo que PAIS CELÍACOS se preocupem com o risco dos seus filhos desenvolverem a doença celíaca. Ninguém quer deixar como herança uma doença insidiosa, que traz distúrbios nutricionais e sintomas digestivos limitantes, além de uma série de doenças autoimunes correlacionadas! No entanto, sabemos que 30% da população geral têm algum gene positivo para o desenvolvimento da doença, mas que em somente 3 a 4% deste grupo isto realmente ocorrerá. Claramente há um fator ambiental, um gatilho, mas que ainda não entendemos bem!
E será que este gatilho tem relação com o modo com que introduzimos ou não o GLÚTEN na alimentação das crianças? Esta é uma preocupação de médicos e pais, e por isso alguns grupos de estudo e sociedades médicas têm se dedicado ao tema. Os questionamentos mais importantes são:
1- amamentar ou não reduz o risco da doença?
2- estar amamentando no momento da inclusão do glúten na dieta faz diferença?
3- o momento de introduzir o glúten na dieta muda algo? Três, quatro, seis, doze meses?
4- a quantidade de glúten tem importância?
5- o tipo de glúten (cereal) tem relevância?
A resposta é: NENHUMA destas medidas ou fatores se mostrou relevante para o desenvolvimento ou não da doença celíaca!
A única questão é que quando se estudam crianças com alto risco para a doença celíaca, a introdução do glúten na dieta aos seis meses de vida em vez de 12 meses antecipa o surgimento dos sintomas. E mais recentemente um estudo mostrou a associação de ingestão de glúten durante os primeiros 5 anos de vida com incidência de risco aumentado para autoimunidade celíaca e para doença celíaca em crianças com predisposição genética positiva (HLA DQ2 / DQ8 / DQ7).
Ainda não há qualquer recomendação formal sobre a introdução do glúten em crianças com parentes de primeiro grau celíacos. Mas há uma óbvia preocupação especialmente com este grupo.
Mas lembro, o glúten é uma causa necessária para que a doença celíaca exista, e portanto é importante que se continue estudando a relação desta proteína com possíveis fatores desencadeantes.
Dr. Fernando Valério
Gastroenterologista e Nutrólogo
Especializado em Doença Celíaca e Doenças Intestinais Funcionais


Caros amigos e visitantes, tenho o prazer de comunicá-los que publiquei um livro chamado “Decidi ser o dono da minha carreira: o que e quem fez a diferença”. É de certa forma estranho pensar na razão pela qual um médico escreveria um livro sobre carreira ou desenvolvimento pessoal, mas a justificativa é simples. O médico, assim como qualquer outro profissional, precisa ter um preparo adequado para a realização das suas funções, foco em aprimoramento e controle sobre os caminhos que a sua carreira deve seguir. O livro conta, segundo o meu ponto vista, os atributos que alguém que deseje tomar as rédeas da sua vida profissional precisa ter, os motivos que fizeram com que tomasse algumas atitudes, as consequências e renúncias relacionadas as medidas adotadas. O livro é acima de tudo uma homenagem ao esforço, a perseverança, a ética, a preparação e a humildade.
