A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é uma alteração funcional, que atinge 20% da população, é duas vezes mais frequente no sexo feminino e que traz um enorme prejuízo à qualidade de vida dos que apresentam esta doença. Apesar da SII ser uma das alterações mais comuns vistas em consultórios de gastroenterologia, os tratamentos ainda apresentam resultados limítrofes ou parciais. Os sintomas principais desta Síndrome são dor abdominal, aumento de gases intestinais e distensão abdominal, flatulência, diarreia, constipação, alteração da forma das fezes, aumento dos ruídos intestinais, sensação de evacuação incompleta, urgência para defecar e presença de muco nas fezes. Uma das razões para que os pacientes com a SII apresentem tais sintomas é que a distensão do intestino estimula receptores intestinais (mecanorreceptores), e como há uma hipersensiblidade visceral (intestinal) e uma resposta motora intestinal equivocada nestes pacientes, os sintomas são desencadeados. Pensando desta forma, foi descrita uma dieta que tem como intenção reduzir a fermentação intestinal, e assim evitar a distensão intestinal e os seus efeitos. Para que a dieta do paciente portador de SII não promovesse tal fermentação decidiu-se pela suspensão na dieta de elementos que contivessem açúcares de cadeia curta e que são mal absorvidos pelo intestino. Surgiu assim a dieta “low FODMAP’s” (que significa fermentáveis, oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis). O objetivo desta publicação é discutir esta nova dieta, seus componentes e seus resultados. (mais…)
A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é uma alteração funcional, que atinge 20% da população, é duas vezes mais frequente no sexo feminino e que traz um enorme prejuízo à qualidade de vida dos que apresentam esta doença. Apesar da SII ser uma das alterações mais comuns vistas em consultórios de gastroenterologia, os tratamentos ainda […]
Atualmente há um número crescente de pessoas que não utilizam alimentos que contenham glúten em sua dieta. Este fato é tão relevante que há uma projeção de que 15 a 25% dos americanos busquem alimentos livres de glúten. Além disso, estamos falando de um negócio gigantesco, com estimativa de lucro só no mercado americano em torno de 1,69 bilhão de dólares até 2015. Mas qual a razão para isto, será que há um modismo, uma superestimativa destes números ou há realmente uma causa clínica que justifique esta situação? Obviamente, pensando em causas médicas para este comportamento, a doença celíaca (intolerância ao glúten) seria sempre a mais importante. No entanto, algumas pessoas que não são intolerantes ao glúten, ou seja, que apresentam sensibilidade ao glúten sem o diagnóstico de doença celíaca, também podem se beneficiar da dieta livre de glúten. O objetivo desta publicação é diferenciar estas duas condições. (mais…)
Atualmente há um número crescente de pessoas que não utilizam alimentos que contenham glúten em sua dieta. Este fato é tão relevante que há uma projeção de que 15 a 25% dos americanos busquem alimentos livres de glúten. Além disso, estamos falando de um negócio gigantesco, com estimativa de lucro só no mercado americano em […]
Vivemos em uma sociedade com índices de sobrepeso e obesidade muito acima do que seria aceitável. De maneira geral, podemos afirmar que, infelizmente, 60% dos adultos e 30% das crianças se encontram nesta situação. Obviamente estas pessoas fazem parte do grupo de risco para inúmeras doenças, como as alterações cardiovasculares e os cânceres. E o como o álcool colabora para que a população adulta tenha este aumento de peso? Primeiramente é preciso entender que todos nós precisamos de energia para que realizemos as nossas atividades biológicas, como respiração, circulação, manutenção de temperatura, digestão e absorção de alimentos, além das atividades físicas. Para a obtenção desta energia fazemos a ingestão diária de macronutrientes, que são os carboidratos (açúcares), lipídios (gorduras) e proteínas. O álcool pode ser considerado uma fonte de energia eficaz, mas que não traz nutrientes em valores adequados. Por esta razão, o álcool é considerado um tipo de “Empty Food” (comida vazia). (mais…)
Vivemos em uma sociedade com índices de sobrepeso e obesidade muito acima do que seria aceitável. De maneira geral, podemos afirmar que, infelizmente, 60% dos adultos e 30% das crianças se encontram nesta situação. Obviamente estas pessoas fazem parte do grupo de risco para inúmeras doenças, como as alterações cardiovasculares e os cânceres. E o […]
A intolerância aos alimentos que contém lactose é bastante comum e afeta praticamente todas as raças, com prevalência variável. Por exemplo, os hispânicos podem apresentar a intolerância à lactose em 50% da sua população adulta, enquanto os europeus caucasianos têm uma prevalência para esta intolerância alimentar entre 7% e 20%. Os sintomas mais relacionados à intolerância à lactose são a diarreia, a dor abdominal e a flatulência, e ocorrem após a ingestão de leite ou derivados do leite.
A intolerância aos alimentos que contém lactose é bastante comum e afeta praticamente todas as raças, com prevalência variável. Por exemplo, os hispânicos podem apresentar a intolerância à lactose em 50% da sua população adulta, enquanto os europeus caucasianos têm uma prevalência para esta intolerância alimentar entre 7% e 20%. Os sintomas mais relacionados à […]
Recebo em meu consultório particular regularmente pacientes com queixas de mau hálito (halitose), e a sua maioria acredita que a principal razão para que este distúrbio aconteça sejam algumas alterações no estômago. Esta impressão é comum, mas equivocada, e é sobre isto que este texto tratará. A halitose é um problema que afeta de 25 a 30% da população mundial. Didaticamente, a halitose é dividida em três categorias: halitose genuína (que se divide em fisiológica e patológica), pseudo-halitose e halitofobia. A halitose fisiológica é aquela que ocorre pela manhã, após o nosso despertar, e é causada pela diminuição da produção de saliva no período noturno, levando ao ressecamento da mucosa da cavidade oral e ao odor característico. A halitose patológica, que é o tema deste artigo, se caracteriza por odor oral inaceitável e que pode ser causado por uma serie de fatores. Dependendo da origem da causa, a halitose patológica pode ser classificada como oral ou extra-oral. Acredita-se que 80 a 90% dos casos de halitose se originam na cavidade oral, sendo as causas mais comuns as doenças de gengiva, caries e higiene oral inadequada. As causas extra-orais da halitose são a dieta inadequada, o abuso de álcool, tabagismo, certas drogas, e doenças do aparelho digestivo e do aparelho respiratório. Portanto, a pergunta que dá título ao texto está respondida, já que em apenas 10 a 20% dos casos de halitose há uma ligação clara com as doenças do aparelho digestivo. Nos casos em que a halitose não existe, mas os pacientes insistem que sim, o diagnóstico é chamado de pseudo-halitose (“halitose falsa”). De qualquer forma, estes pacientes são tratados, e quando insistem na persistência do sintoma, são diagnosticados como portadores de halitofobia. (mais…)
Recebo em meu consultório particular regularmente pacientes com queixas de mau hálito (halitose), e a sua maioria acredita que a principal razão para que este distúrbio aconteça sejam algumas alterações no estômago. Esta impressão é comum, mas equivocada, e é sobre isto que este texto tratará. A halitose é um problema que afeta de 25 […]
O termo colite se refere à inflamação da mucosa do intestino grosso. Existem vários tipos de colites, como a Doença de Crohn, a retocolite ulcerativa, a colite isquêmica, a colite infecciosa, a colite eosinofílica e a colite microscópica. O objetivo deste texto é discutir sobre a colite microscópica (ou microcolite), que é uma alteração do intestino grosso (cólon) que vem se tornando frequente em nosso meio e que deve ser lembrada como uma possível causa de sintomas digestivos. A microcolite é uma causa muito comum de diarreia crônica, e a sua incidência vem aumentando muito nos últimos 20 anos, principalmente devido a melhoria dos mecanismos e métodos diagnósticos. O termo colite microscópica foi descrito pela primeira vez em 1980 para caracterizar pacientes com diarreia crônica e com mínimas alterações histológicas (microscópicas). Atualmente a colite microscópica se divide em duas formas de comprometimento celular, a linfocítica e a colagenosa.
O termo colite se refere à inflamação da mucosa do intestino grosso. Existem vários tipos de colites, como a Doença de Crohn, a retocolite ulcerativa, a colite isquêmica, a colite infecciosa, a colite eosinofílica e a colite microscópica. O objetivo deste texto é discutir sobre a colite microscópica (ou microcolite), que é uma alteração do […]