Escola e Pais: esta relação está doente?
Postado em 08.05.2010 - 10:58
Caros leitores, no último dia 29 de abril de 2010, a psicóloga e consultora educacional, Rosely Sayão, publicou um texto chamado “Perdão às mães” (http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br/), e que trouxe imensa repercussão entre pais e escolas. Neste artigo a Dra. Rosely faz uma crítica muito firme em relação às escolas, que segunda ela, abusam das informações que solicitam aos Pais sobre a vida em Família, sem utilizar estas informações em benefício das crianças, invadem a privacidade, empurram a responsabilidade da docência para os Pais e não sabem lidar com alunos que não são exemplares ou pelo menos medianos. Quanto ao artigo publicado por ela, primeiramente acredito que o texto é interessante porque nos leva a refletir sobre a mesmice em que se encontra a relação entre Pais e Escola, principalmente quando há autoritarismo de alguma das partes, ou dos Educadores profissionais ou dos Pais pagantes. No entanto, acredito que na tentativa de chamar a atenção para o tema, houve certo exagero da autora, já que somos frutos desta maneira de educar e ainda assim nos tornamos relevantes para a Sociedade.
Atualmente, principalmente com o advento da Internet e a transmissão e aquisão de conhecimento de forma viral, principalmente para os mais interessados, cada vez mais temos chances de ter entendimento sobre um assunto, e desta forma acredito que a Pedagogia, assim como os profissionais que nela atuam, estejam reciclando a sua forma de pensar, o que não significa que tudo o que foi feito até hoje foi apenas um teatro ou uma atividade sem propósito, e que a Escola se limitou apenas a ”bisbilhotar” a vida das Famílias sem uma razão clara para isto. O entendimento amplo das informações que cercam qualquer pessoa facilitam o entendimento de dificuldades focais, e quando detalhes são banalizados, as possibilidades de erros de avaliação e conduta aumentam de forma muito significativa.
A Escola, obviamente não tem a função de educar os nossos filhos, que é e sempre foi uma responsabilidade da Família, mas participa da socialização e transmissão de conhecimentos para eles de forma muito relevante. Também atua como um pequeno Mundo em que as regras familiares podem ser aplicadas e até mesmo testadas pelas crianças, que aprenderão sobre os benefícios e consequências das suas atitudes, e por isto o tempo usado para a transmissão de conhecimentos técnicos também pode ser aproveitado como um laboratório da vida, mas com a orientação de pessoas estudadas e capazes, que atuam como tutores.
Mas lembro, vivemos em uma geração de Pais “ocupados” demais, em que as crianças são criadas por pessoas contratadas e com pouco preparo educacional, e que recebem o título de “Babás”. Estas funcionárias, que hoje recebem salário para educar grande parte das crianças de classe média e alta, que tem como patrões os Pais e a própria criança, vive em uma linha de fogo em que não agradar ao pequeno contratante, a criança, pode significar a sua própria demissão e a falta de provento à sua Família. Mais ainda, temos Pais que trocam a responsabilidade dura e cansativa de educar os seus filhos, por uma “amizade” forçada com a sua própria prole e que é muito comercial, em que brinquedos e mimos são a moeda do falso amor. Neste caso, a Escola se impõe como poucos, critica de forma clara este tipo de orientação infantil, o que obviamente sempre a torna vencedora da discussão, já que os Pais falharam, o que é inegável. E aí a autora tem razão, a escola quer educar os Pais, pode interferir na vida familiar e nem sempre traduz a discussão em benefício da criança, tornando-se apenas uma crítica. Sinceramente, vejo que algumas Escolas adoram este tipo de situação, já que é fácil “bater em bêbado”, e a argumentação é sempre fácil para o pedagogo. Acredito que esta abordagem com os Pais ausentes e mimadores poderia ser mais produtiva e menos julgadora.
E o contrário, quando os Pais são presentes, realmente educam os seus filhos, e se sentem no direito de questionar e argumentar com a Escola, como fica a relação? Como Pai, este é o comportamento que adoto, e já percebi na própria pele que a Escola se perde quando os Pais deixam de ser o alvo fácil e óbvio, porque não deram razão para isto, e agora a própria Escola tem que discutir de igual para igual com adultos responsáveis e comprometidos com a educação dos seus filhos. Certa vez, o meu filho inocentemente deu um beijo na boca de uma coleguinha de turma, e a professora dele, mais do que imatura e inconsequente, insinuou que eu e a minha esposa exagerávamos com os carinhos físicos na presença dele, o que jamais ocorreu. Esta invasão não pode existir, ainda mais quando não há fundamento para ela.
Este foi simplesmente o meu ponto de vista, que na prática também pode não resolver muita coisa, mas que define uma regra de ouro: não faça para os outros o que você não quer que façam com você!. Os Pais e a Escola têm que entender o seu limite da sua atuação, não invadindo ou se esquivando das suas funções, e jamais perdendo o foco da real educação, que é preparar as crianças para que elas sejam cidadãos relevantes, honestos, produtivos e dignos para viverem em grupo.



12.05.2010 às 21:46
Como pedagoga e orientadora educacional,posso dizer que este é um assunto complexo,visto que a educação abrange aspectos formais e informais dentro de uma escola.Não se educa por compartimentos,a criança aprende informações e apreende o que está oculto nas ações,nas palavras e nas atitudes.Sendo assim,escola e pais,tem que manter uma parceria real,onde as informações obtidas sejam revertidas em benefícios ao educando,com o objetivo de fazê-los crescer de maneira saudável e atuante,com poder de raciocínio criativo e inventivo.Está atitude não justifica cobranças entre ambos mas,como disse,ajuda mútua.Se a escola não se adequar aos tempos novos ,onde a realidade que se apresenta aos nossos olhos é de cada vez mais,pais ausentes por compromissos cada vez mais massificantes de trabalho,o déficit ficará cada vez mais tb,com quem menos merece,ou seja ,a criança.Não é hora de discutir quem tem razão ou primazia nesta questão,mas sim,reformularmos o que está por aí.
01.10.2010 às 23:46
Quanto a este assunto já senti na pele e fomos muito prejudicados por estes que se dizem educadores, cheios de diplomas e metódos científicos, mas sem experiência na vivencia da criança em família, e até mesmo de alguns comportamentos como o TDAH, e difícil da escola entender que certa criança foge a norma da regra da escola e comportamental e aí então culpam que há algo de errado em casa ou na educação, e começam a imaginar coisas e viajar na malícia.
Minha filha do meio apresentou vários tipos de comportamento na escola, pois ela não se adaptava em sala de aula ,exemplo: angústia, nervosísmo, desatenção,e falta de coordenação, sem interesse e brigava muito com os coleguinhas, eu a mãe não trabalhava fora, e em casa ELA NÃO apresentava estes tipos de comportamentos, só de muita bagunça, desordenada, com difícies coordenações de se comer,de limpeza etc…, mas que era muito sorridente, contava muitas píadas,resolvemos leva-la a psicólogos e comuniquei o fato para escola, e depois para um neuro.
A escola e a assistente social de lá começaram a achar que havia algo de errado dentro da minha casa, mas não tive a malícia que eles estavam tendo com relação a educação de minha filha e seu comportamento, achavam que ela tinha alguma coisa a mais, e então o Estado passou a vigiar minha filha dentro da sala de aula, e ela sempre estava me comunicando que havia gente de jaleco branco e que a ficava examinando com os olhos de longe, ela passou a ficar ansiosa, e começou a falar sozinha em casa. Percebi que a escola não estava ajudando a minha filha e sim atrapalhando em muito o seu aprendizado, fiz um esforço e coloquei-a em uma escola Envangélica, ela mudou muito e se interessou por estudar mais, só que a maldade não tem limites e usando do dito poder e gente de FÈ, do governo, porque o que eles dizem é sempre verdade, mesmo que não vivam com você e dentro da sua casa, quando pedi a transferencia da minha filha para outra escola, a assistente social , a coordenadora e a vice-diretora fizeram uma denúncia na delegacia da criança, alegando que minha filha estava sofrendo maus tratos e assediada sexualmente dentro de casa, aí até vc provar que focinho de porco não é tomada, muita coisa aconteceu e sofremos muito, desde de perda moral, apartaram minha filha de mim, somos cristãos e sempre passei isto para meus filhos desde o nascimento, temos a Biblia como doutrina em casa, como eu uma pessoa envangelica que falava de Deus para pessoas e ensinava as crianças pequenas sobre Jesus, poderia fazer isto para minha filha !!!!, sendo que tinha mais filhos dentro de casa, uma de 15 anos e outro de 2 anos, fizeram da nossa vida feliz um verdadeiro inferno!!!!!!, viraram nossas vidas de cabeça para baixo, tivemos danos morais, psicologicos, saúde ficou muito abalada, danos financeiros e muito altos. Educadores não estão preocupados com as crianças e sim que nenhuma criança venha a ser diferente da norma de comportamento imposta pela escola , regras que o seres humanos não podem sair delas, pois culpam a familia de estar fazendo algo de errado, mesmo quando uma criança apresenta um comportamento diferente da maioria e so diagnosticado por um médico Neuro, como no caso de minha filha que tinha diagnostico de TDAH, TRANSTORNO DE DÉFICT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE, E TAL COISA QUE CONTRAIU NA ESCOLA POR MOTIVO DE MEDO DAS EDUCADORAS.
CUIDADO MEUS COLEGAS AVISO ESTE QUE DOU, PORQUE HÁ MUITA GENTE QUE ESTUDA SOBRE CRIANÇAS , MAS DISTORCEM O REAL METODO POR EM COLOCAR A MALÍCIA EM PRIMEIRA MÃO, E AÍ O RESULTADO DEIXA DE SER PARA O BEM DA CRIANÇA, PARA A SOCIEDADE, PARA A FAMÍLIA E TRANSFORMA-SE UM METODO DE NAZISMO.OLHA COMO O ESTADO INTERFERE EM SUA VIDA!!!!!!!
ESCREVO COM OBJETIVO DE OUTRAS PAIS NÃO PASSAREM PELA TERRÍVEL EXPERIẼNCIA QUE EU E MINHA FAMÍLIA PASSAMOS E PARA EDUCADORES NÃO A VIR A ENFRENTAR NO FUTURO A JUSTIÇA DE DEUS. PORQUE CONTRA ESTES SÓ DEUS É QUE PODE FAZE-LO!!!!!
27.01.2011 às 18:03
dr. meu esposo esta com uma sensação de bolo na barriga, e dor, já foi ao pronto socorro tomou soro com buscopan bramin e ranitidina, chegou em casa comeu um pouquinho de arroz com carne cozida, tomou 30 gotas de buscopan, mas continua sentindo dor e com a sensação de bolo na barriga, o que pode ser? O que devo fazer, ao acordar pela manhã evacuou liquido, depois não evacuou mais. Por favor me oriente obrigado
27.01.2011 às 22:23
Sandra, caso o seu Marido continue com o desconforto abdominal, ele deverá ser avaliado por um Gastroenterologista. Por não examiná-lo ou atendê-lo não tenho como sugerir ou especular sobre diagnósticos.